Menu fechado

O empresário, o desembargador e os policiais

Muito tem se indagado que lições traria uma pandemia que mostra como somos vulneráveis, um ínfimo vírus pode atacar qualquer um, independente de sua condição social, financeira, raça, credo ou opção sexual, mesmo tendo alguns alvos preferidos, e nesse ataque ser miseravelmente mortal.

Logo, o lado nobre se fez presente através da união de cientistas, médicos, enfermeiros, terapeutas, policiais e tantos outros que assumiram a linha de frente em defesa da humanidade, e que com convicção absoluta nos levarão a vitória, deixando para trás um campo de batalha onde milhares pereceram e que jamais serão esquecidos.

Mas, nesse caminho como prova da empáfia e da estupidez humana, que mesmo diante de um cenário onde a solidariedade deveria ser tudo, surgem um empresário e um desembargador.

No primeiro caso Ivan Storel recebeu policiais militares em sua residência em Alphaville, Santana de Parnaíba (SP), que atendiam uma denúncia de violência doméstica registrada pela mulher do empresário. De acordo com o boletim de ocorrência do dia 29 de maio, a mulher disse que o marido estava descontrolado e fazendo ameaças depois de ingerir bebida alcoólica.

Quando a composição chega, inclusive uma policial feminina, o empresário destrata todos, “Não pisa na minha calçada, não pisa em minha rua, eu vou te chutar na cara filha da puta, eu vou te chutar na cara. Não pisa na minha calçada. Você é um lixo. Seu merda. Você é um merda de um PM que ganha R$ 1 mil por mês, eu ganho R$ 300 mil por mês. Eu quero que você se foda, seu lixo do caralho. Você pode ser macho na periferia, mas aqui você é um bosta. Aqui é Alphaville, mano….”

Gésica Disanti, a pefem na ocorrência foi alvo de duros impropérios, “Dentre os quais: ‘policiais de bosta, merda’, ‘sua puta, vagabunda’, ‘você é um lixo’, ( eu) ‘ganho 300 mil’ e ‘PM ganha mil’, dentre outras.

Acabou algemado e preso e está sendo processado por danos morais por Gésica e um outro PM.

Semana passada um homem caminhava no litoral paulista sem máscara quando é abordado por dois guardas municipais que solicitam o uso, pois poderia sofrer como sanção uma multa. O homem é o desembargador Eduardo Siqueira , que simplesmente ignora o pedido e passa a humilhar o servidor se prevalecendo de seu “status”.

Imagens obtidas pelo G1 nesse domingo, confirmaram o cenário deprimente. Ele chamou o guarda de ‘analfabeto’, rasgando a multa e jogando o papel no chão e, por fim, dando uma ‘carteirada’ ao telefonar para o Secretário de Segurança Pública do município, Sérgio Del Bel. Segundo a Prefeitura de Santos, o caso ocorreu na tarde de sábado (18). O CNJ abriu procedimento para a apurar a conduta do magistrado.

Tristes imagens que demonstram inequivocamente de que mais perigoso que a pandemia, são aqueles que não estão aprendendo nada com ela.

(Com informações do G1 e Uol)

2 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.