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Em julgamento de suspeição de Moro, Gilmar se revolta com voto de Kassio e volta a atacar lava-jato

No julgamento ainda em andamento da suspeição de Moro, nesta tarde de terça-feira (23), o Ministro Kassio Nunes que deu o quinto voto (3 x 2 contra a suspeição) criticou a inserção de diálogos obtidos de forma criminosa e sem comprovação pericial de sua autenticidade como preâmbulo para sustentar a arguição de suspeição do ex-juiz (Gilmar usou esse expediente). Considerou que houve supressão de instância, preclusão e que a via de habeas-corpus não é adequada para se discutir suspeição, haja vista, que não admite contraditório, e neste sentido citou a jurisprudência do STF.

Já vencido no julgamento, Gilmar retomou a palavra e visivelmente desequilibrado passou novamente a atacar a lava-jato e Moro. Contestou com veemência o voto de seu colega Kassio Nunes falando que seu voto foi lastreado em elementos dos autos e não nas conversas interceptadas por hacker. Em determinado instante usou o termo “juiz covarde”, não diretamente com alguém, mas deixando no contexto quem seria, e que não usa “argumentos cínicos”. Indicou um “conluio espúrio (da operação) com a mídia”.

A manobra de Gilmar tenta a todo custo modificar o voto de Cármen Lúcia, que em uma outra sessão desse HC se manifestou contra a suspeição. Na última sessão a Ministra deixou no ar que daria novo voto.Os Ministros possuem o direito de modificar o posicionamento enquanto o julgamento não é encerrado, diante de fatos novos ou nova jurisprudência. 

Cá pra nós: Ministro Gilmar nos passou um sentimento de ódio e revolta na iminência de ver sua tese derrotada. Vamos aguardar!

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