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Até quando?

O latrocínio ocorrido hoje (11) pela manhã, da jovem Fabíola Andreza Veras Batista de 21 anos, que havia se recuperado de uma leucemia, e era estudante de farmácia, no bairro Quintino Cunha, relembrou a sociedade que vivemos em uma Capital, em um Estado onde a criminalidade expulsa famílias de casas, traça limites entre bairros e joga corpos humanos esquartejados em bairros periféricos esquecidos pelas autoridades públicas.

Quando uma jovem é vítima de crime bárbaro ao aguardar algumas marmitas junto com seu companheiro em um estabelecimento comercial porque teria dificultado a entrega das chaves de um veículo, demonstra cabalmente que a violência está a espreita de qualquer cidadão, não somente em áreas loteadas pelo crime . Ninguém está a salvo.

Ressalta-se que segundo a polícia, o genitor da vítima perdeu a vida também em um latrocínio. A tragédia se repetiu.

Outro fato que tem chegado ao smp.news através de fontes que preferem se manter no anonimato é que jovens que cruzam a linha divisória demarcadas por quadrilhas em alguns bairros da cidade são sequestrados e exigido das famílias dinheiro para suas liberações, sob penas de cabeças rolarem. É isso mesmo. Não se tratam de jovens envolvidos com delitos. São jovens que simplesmente passaram de uma área para outra.

O crime avança muitas vezes silenciosamente, enquanto autoridades contam mais ou menos corpos. Afinal qual é o projeto de segurança pública que está em andamento no Estado do Ceará?. Será que existem ainda fragmentos do repetitivo teórico que denominaram “Ceará Pacífico” que não continha uma linha sequer para o enfrentamento das quadrilhas que por aqui já haviam fincados âncoras e com dispensa de licitação contratado por mais de 2 milhões de reais?

Até quando viveremos sob os humores das quadrilhas para aumentar ou diminuir índices de violência? Até quando por questões jurídicas e procedimentais não resolvidas centenas de bandidos perigosos ganharão as ruas? Até quando o policial será visto como suspeito, enquanto o marginal terá status de vítima da sociedade? Até quando os direitos dos “manus” serão somente para os “manus” e não para as vítimas deles? Até quando parte da imprensa ideologicamente contaminada “assassinará” a imagem das instituições policiais? Até quando o fútil terá relevância em detrimento de valores exigidos para uma sociedade mais equilibrada? Até quando pessoas vazias serão elevadas a ícones da nação, enquanto seus verdadeiros heróis do dia a dia, como a professora que foi morta a facão para defender crianças são esquecidas? ATÉ QUANDO?

César Wagner Maia Martins – Ex-superintendente da Polícia Civil, ex-coordenador do CIOPS e radialista.

 

3 Comentários

  1. Almir Rodrigues de Araujo

    Infelizmente a segurança em nosso estado está um fracasso total, policiais não tem assistência necessária pra executar a função corretamente, o Secretário de Segurança sumiu, o anterior pelo menos se via aqui acolá na televisão. A população está entregue as baratas e não pode se defender pois não pode portar uma arma.

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