Menu fechado

Delação Cabral: PSD e Solidariedade teriam sido comprados por milhões

O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, revelou em acordo de delação premiada à Polícia Federal (PF) que os partidos PSD e Solidariedade teriam recebido cerca de R$ 32 milhões, em 2014, para, supostamente, apoiar a candidatura de Luiz Fernando Pezão ao governo do Estado.

A afirmação feita por Cabral consta no relatório policial número 092/2019, que faz parte das 900 páginas do conteúdo da delação premiada do ex-governador, a que a CNN teve acesso. Em notas à CNN, os partidos e os demais citados por Cabral negam as participações nos crimes. 

Sérgio Cabral comandou o Rio de 1º de janeiro de 2007 a 3 de abril de 2014, quando renunciou ao cargo para fazer de Luiz Fernando Pezão, então seu vice-governador, o futuro governador do Estado. Pezão foi eleito e governou até 2018, quando foi preso pela PF acusado de corrupção.

De acordo com as afirmações de Cabral, em 2014, o então PMDB (hoje MDB) teria comprado, de forma indevida, os apoios políticos do PSD e do Solidariedade e para isso teria utilizado o Grupo J&F e a Odebrecht no intuito de alavancar a candidatura de Pezão.

À PF, Cabral disse que a compra do apoio do PSD teria sido acordada em duas frentes e custado R$ 23 milhões e mais a indicação de cargos políticos a membros do PSD. Já a compra do apoio do Solidariedade teria se dado através da interlocução do ex-diretor da J&F, Ricardo Saud, e, novamente, de Joesley Batista, tendo custado R$ 9 milhões no total.
Além dos pagamentos pelo apoio, Cabral também destacou aos policiais federais o que a jogada política do acordo representava para o então PMDB, partido de Cabral na época: o PT havia saído da aliança com o governo do Rio e o partido precisava de novos aliados.

A CNN procurou os políticos envolvidos dos partidos Solidariedade e PSD. Por meio de nota, o Solidariedade disse que essa é uma “delação desmoralizada e rejeitada pelo próprio Ministério Público Federal”, afirmando, ainda, que “os próprios comparsas do delator (Sérgio Cabral) negaram as informações”.

Já o PSD informou que não tem conhecimento de tais afirmações e afirmou que “todos os diretórios estaduais tiveram autonomia na definição de suas chapas e alianças”. O partido reforçou que “há confiança na condução realizada do então presidente estadual no Rio de Janeiro, o ex-deputado Índio da Costa”, que também foi citado por Cabral.

Em relação ao suposto envolvimento da J&F e da Odebrecht e de seus então executivos, as assessorias de comunicação de ambas as empresas, até o momento, não responderam aos nossos questionamentos.

Fonte: CNN Brasil

1 Comentário

  1. Carlos Gomes da Silva

    Ora prender esses caras por essa ninharia… Isso aí é só as moedinhas do troco. Tem devolver são bilhões muitos bilhões. E fazer NOVA CONSTITUIÇAO BRASILEIRA RESUMIDA. Aí sim acaba o desmantela. E eu sei fazer viu? Brinque não. Cgmidia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.