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O linchamento profissional de uma médica

“Condenar quem quer contribuir com o país, não entendo” – Nise Yamaguchi

A CPI do covid hoje, terça-feira, 31, passou de todos os limites éticos no tratamento da médica Nise Yamaguchi quando de seu depoimento ao relator Renan e intervenções do presidente Omar Aziz.

Um misto de desrespeito e constrangimento para com uma médica renomada e reconhecida internacionalmente.

Trechos de vídeos de momentos distintos foram exibidos pelo relator Renan Calheiros seguidos das indagações que, segundo ele, devem ser respondidos com um sim ou não , sem ocorrer por parte da convidada o mínimo espaço para uma contextualização daquele instante em que foi colocado aquelas respostas nos vídeos.

Outro ponto que expôs por parte do relator, ao nosso ver, a intenção de desmoralizar a convidada foi quando ele perguntou acerca de um suposto decreto que seria emitido pelo presidente, e tratado em uma reunião com a presença de Mandetta, o presidente da Anvisa , um outro médico e assessores, no sentido de mudar a bula da cloroquina para acrescentar a prescrição para o tratamento do covid.

Quando Yamaguchi respondeu que não aconteceu nenhuma minuta do tal decreto e nem isso foi discutido, Renan imediatamente disse que a minuta e a discussão foi travada, e que era um FATO. Em seguida justificou alegando que o presidente da Anvisa Barros Torres havia dito e que, segundo ele, tinha sido até grosseiro com a convidada. Ela negou peremptoriamente.

Já o presidente da CPI Aziz continua com a mesma posição de interferir no depoimento daqueles que ali comparecessem, várias vezes com ironia, grosseria e arroubos de arrogância. Chegou ao ponto de contradizer sua fala de forma rude, quando ela em um vídeo falou em “não vacinar aleatoriamente”. Mais uma vez não permitiram que ela descrevesse o momento e o motivo da fala.

Em outro momento chamou a atenção do relator para o fato da convidada falar “manso”, e portanto, quem ouvia iria acreditar nela. Na nossa percepção, o presidente ali colocou claramente que ela fazia tipo e estaria mentindo.

Prosseguindo, o senador Tasso em sua inquirição indicou em outras palavras que faltava ética de Yamaguchi, quando em suas visitas ao Ministério da Saúde e no Planalto com opinião divergente da política dos ministros Pazuello e Teich “causava confusão”. Lembramos que a médica ia a convite e não de penetra e tratava de assuntos que outros traziam à baila.

Um fato precisa urgentemente vir a tona: Mandetta e Barros Torres declinaram que Yamaguchi tratou da suposta mudança da bula cloroquina, o que foi negado por várias vezes por ela. Acareações são necessárias.

Outro ponto importante foi a pergunta da senadora Eliziane Gama, ao indagar se a depoente já havia sido vacinado. A médica explicou que devido uma doença que possui é impedida, e neste instante ela explicou que quando discorreu no vídeo sobre “não vacinar aleatoriamente” estava indicando justamente esses casos, das exceções.

O jogo é pesado e a convidada não tem a devida malícia para entender o vale-tudo ali existente.

O depoimento prossegue…….

Nise Hitomi Yamaguchi (Maringá6 de maio de 1959) é uma médica e pesquisadora-docente universitária brasileira, com doutorado em oncologia imunologia e pneumologia.

César Wagner Maia Martins, Ex-superintendente da Polícia Civil, radialista e palestrante.

12 Comentários

  1. Glauco Edmo Tonon

    Está médica é uma guerreira eu faço uso do tratamento precoce exatamente como ela prescreve desde o ano passado e me sinto ótimos, com 68 anos e diabético,meu médico segue o mesmo protocolo que a Dra. Nisso é não perdeu nenhum paciente para a Covid19,Dra. Nisse parabéns por sua dedicação e orientação correta para seus pacientes e colegas médicos,que se baseiam-se em sua orientação profissional.

    • Darci

      Eu estou pasma de ver a grosseria desses marmanjos! Não vejo essa porcaria de forma alguma, mas se fosse eu entraria com a Lei Maria da Penha. Ataques verbais declaradamente.

  2. Mário Neves

    Uma QUADRILHA chefiada por Omar Azia,Reunan quadrilheiro senador saltitante DPVAT e cia SÓ poderia sair essa DEMAGOGIA INFLAMADA. FIQUEI ENVRRGONHADO com o que fizeram com a MÉDICA RENOMADA e com reconhecimento internacional. Peço PERDÃO a doutora em nome do BRASIL pelas ignorâncias dessa CPI (Corruptos Prepotentes Insanos).

  3. Anônimo

    Eles não representam o povo brasileiro! Um bando de arrogantes, bandidos, sem noção, não sabem nem como lidar com alguém que está anos luz acima deles em conhecimento. Acho essa CPI uma palhaçada.

  4. Genesco Santiago de Rezende Neto

    Isso não me surpreende absolutamente nada. Num país onde a linguiça apanha do cachorro atitudes assim são perfeitamente normais.

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