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Zambelli presta depoimento à PF, sem ter acesso aos autos, em um domingo e com desrespeito ao art.221 do CPP

Neste domingo (05), a deputada federal Carla Zambelli prestou depoimento à Polícia Federal, no âmbito do inquérito 4879/STF.

Ainda que o artigo 221 do Código de Processo Penal garanta que parlamentares possam “ser inquiridos em local, dia e hora previamente ajustados entre eles e o juiz”, a parlamentar decidiu acatar a exigência de Alexandre de Moraes no domingo em que tem compromissos oficiais fora de SP, atendendo a intimação prontamente.

Ela entende que, além de não ter praticado qualquer ato ilícito, a celeridade dos esclarecimentos é positiva para dirimir a ansiedade provocada por essas ações, estranhas ao devido processo legal, aos que devem, pacificamente, se manifestar no dia 07 de setembro na Avenida Paulista. E onde ela estará, como esteve nos últimos 10 anos de sua vida de ativista pela transparência e liberdade. “Seguirei o caminho que tem pautado, há mais de uma década, minha ação cidadã em defesa da Liberdade, da Democracia e da Justiça”, afirma.

Na oitiva, Carla Zambelli esclareceu que mesmo sem ter tido acesso aos autos, em flagrante ofensa a preceitos constitucionais, estava ali para dizer a verdade, uma vez que jamais cometeu qualquer ilegalidade no decorrer de sua vida, seja pessoal, seja enquanto parlamentar.

“Quem defende a liberdade e as balizas constitucionais jamais trataria por ‘organização criminosa’ ou ‘ato antidemocrático’ uma reunião da sociedade com suas famílias e seus representantes para protestar pacificamente contra a corrupção, ou, cantar o hino e comemorar uma data histórica”, ressalta.

Zambelli cita ainda o Hino da Independência e reforça o chamamento para a manifestação da próxima terça. “Neste 07 de setembro estaremos nas ruas e entoaremos em alto e bom som que ‘houve mão mais poderosa’, contudo, ‘zombou deles o Brasil’”.

Na oitiva, Carla Zambelli foi questionada sobre o caminhoneiro Marcos Antônio Pereira, o Zé Trovão e quais seriam as intenções da deputada quanto a tuites sobre críticas ao STF e quanto ao dia 7 de setembro.

Questionada se deseja a destituição de ministros da Suprema Corte e quais são os seus valores, Carla Zambelli ressaltou que “jamais defendi que algum cidadão ofendesse ou praticasse atos hostis contra ministros ou qualquer pessoa”.

“Eu defendo a necessidade dos poderes, cada um com sua atribuição. Inclusive que sejam independentes entre si”, pontuou.

A deputada disse que sempre lutou “por um país livre, igual e sem os abusos, seja de quem for. Absolutamente ninguém está acima da Lei”.

Zambelli finalizou destacando que todas as suas manifestações “sempre foram no sentido de conclamar o povo para a festa da Democracia”.

A deputada Carla Zambelli reforça os seguintes pontos e questiona:

1. As atitudes do Ministro Alexandre de Moraes têm levado o país à insegurança jurídica internacional que gera desgaste público e redução de investimentos em infraestrutura. Afinal “onde vamos parar”?

2. Qual será o limite para este tipo de abusos de autoridade contra cidadãos comuns e autoridades que representam milhares de brasileiros?

3. Alexandre de Moraes, que era para ser o guardião da Constituição, tem dado qual tipo de exemplo aos operadores do Direito no país, como professores, alunos, advogados, policiais, juízes, desembargadores, promotores, procuradoes e escritores? Eles também poderão agir, a partir do exemplo, ao arrepio da Lei?

4. Supremo é o povo brasileiro e a nossa Constituição Federal, a qual garante esta superioridade, concluindo portanto, que tanto a deputada quanto ele, Ministro Alexandre de Moraes, são SERVIDORES deste mesmo povo.

5. Pede, mais uma vez, que sejam libertados os presos políticos e respeitada a escolha democrática da eleição do nosso Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.

6. Afirma que não teme qualquer tipo de retaliação quando sua vida é dirigida e conduzida por Deus.

Fonte: www.carlazambelli.com.br

*Art. 221. O Presidente e o Vice-Presidente da República, os senadores e deputados federais, os ministros de Estado, os governadores de Estados e Territórios, os secretários de Estado, os prefeitos do Distrito Federal e dos Municípios, os deputados às Assembléias Legislativas Estaduais, os membros do Poder Judiciário, os ministros e juízes dos Tribunais de Contas da União, dos Estados, do Distrito Federal, bem como os do Tribunal Marítimo serão inquiridos em local, dia e hora previamente ajustados entre eles e o juiz. (Redação dada pela Lei nº 3.653, de 4.11.1959)

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