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CPI da Covid: Wagner não se intimidou e desequilibrou senadores opositores

Já ocorreram muitos momentos constrangedores, intimidatórios para depoentes. Discussões e desequilibrios entre senadores e até advogados. Mas, na sessão de hoje, terça-feira, 21, no transcorrer do depoimento do ministro Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União (CGU), a busca da mínima verdade por parte do relator Renan Calheiros, foi jogada no lixo, agindo puramente por oposição ao governo, politiqueiramente.

Renan, o inquisitor, sentiu de imediato que Wagner seria um oponente de peso, partindo rapidamente para tentar desqualificá-lo como profissional, ao fazer uma comparação com Jorge Hage, ex-controlador geral. Foi Deselegante, agressivo,

Tudo isso era prenúncio do que viria. Usando sua tática preferida, o senador indagava, após cortava a resposta do depoente ou distorcia suas respostas. Wagner, diferente de muitos, não aceitou ser interrompido e retrucou todas as vezes que Renan colocava palavras em sua boca – “Senador, eu já falei mais de 10 vezes que o senhor diz o que não falei”.

O jogo ficou pesado. Renan e seu parceiro Randolfe Rodrigues, logo mostraram nervosismo, pois, perguntas puramente direcionadas para “robustecer” a narrativa da superfaturamento de vacinas, processos encurtados e preços menores de outros imunizantes, ocasionaram respostas embasadas na lei e na técnica do processo administrativo, que fez o relator se perder na inquirição e expor sua frustração. Ficou na cara!

Embates também com outros senadores de oposição marcaram a tônica da sessão. Wagner não se deixou intimidar em nenhum momento. Respondeu aos ataques com altivez. Certo é , que qualquer autoridade do judiciário, do ministério público ou da polícia que trata-se uma testemunha ou investigado como se viu nessa CPI, estaria respondendo processos na área civil e criminal.

Infelizmente, o ministro Barroso não viu que mais uma vez senadores de oposição estavam indo a Justiça em busca de instalar uma CPI em época não adequada. O ex-ministro do STF, Celso de Melo, já alertava para o uso da Suprema Corte pela oposição ao governo federal. No transcorrer dos trabalhos, as manifestações de pré-candidaturas à presidência já surgiram.

Hoje, de forma definitiva ficou claro, para o cidadão consciente, que a forma da investigação instaurada inverte os processos. A busca da verdade parte de fatos e segue abrindo o leque para várias hipóteses do porque ocorreu. No desenrolar, com isenção, uma delas vai se materializando. Na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid, desde o início, só havia uma alternativa (todos sabem qual) e a busca incessante de transformá-la em “verdade” foi levado a cabo.

Houve ainda, para completar o quadro deprimente duas situações inusitadas. Primeiro, na abertura dos trabalhos, trechos de programas da Globo (precisa comentar?), o que levou o senador Marcos Rogério a reclamar fortemente juntamente com outros colegas, até a “sessão da tarde encerrar”. Segundo, bate-boca digno de feira livre, quando Wagner reagiu a inverdades e ser chamado de “engavetador”. Aziz encerrou a sessão e Wagner foi transformado em investigado.

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