Menu fechado

“Atos antidemocráticos”, inquérito patina e não encontra real ameaça contra democracia e instituições

Passadas mais de duas semanas das manifestações do dia 7 de setembro, a favor do governo de Jair Bolsonaro e contra o Supremo Tribunal Federal (STF), o inquérito aberto na Corte para investigar a eventual ocorrência de atos violentos contra ministros ou senadores chegou a poucos resultados concretos. A Gazeta do Povo teve acesso às mais de 1,6 mil páginas dos autos, que tramitam sob sigilo, ouviu advogados e investigadores do caso, e verificou que o relator, Alexandre de Moraes; a Polícia Federal, que toca as diligências; e a Procuradoria-Geral da República (PGR), que pediu a apuração, ainda não chegaram a conclusões sobre a real ameaça das manifestações contra a democracia e as instituições, motivo principal da investigação.

O sinal mais claro disso foi uma decisão do próprio ministro, do último dia 9, revogando, de ofício, a prisão preventiva do jornalista Oswaldo Eustáquio, que havia sido determinada no dia 5 de setembro. Afirmou que “naquele momento”, a medida se justificava em razão da divulgação de “mensagens, agressões e ameaças” contra o Estado de Direito, mas que, passado o feriado, não estariam mais presentes “os requisitos fáticos necessários à manutenção da decretação da prisão preventiva”. Como se sabe, não foram registrados atos violentos, invasões do STF e do Congresso, em Brasília, nem depredações a edifícios públicos ou rebeliões policiais nas capitais onde ocorreram os atos.

“Não existia razão nenhuma para ter aberto esse inquérito. Os crimes que eles estão sendo acusados é de opinião. Mas vamos dizer que o inquérito fosse justo. Não houve qualquer depredação, foi ordeira no Brasil inteiro a manifestação de 7 de setembro. Qual era a preocupação? A integridade física dos ministros e senadores, bem como evitar depredação. Isso nunca aconteceu”, disse à reportagem o advogado Levi de Andrade, que defende Oswaldo Eustáquio e o caminhoneiro Zé Trovão.

CÁ PRA NÓS: Embalados por bravata de alguns e a velha mídia que criou um ambiente de puro terror para as manifestações do dia 7 de setembro, autoridades tomaram medidas preventivas e até exacerbadas. A verdade mais uma vez prevaleceu acima das narrativas, e a velha mídia acostumada a ditar os rumos do país, quebrou a cara. Entretanto, em decorrência de suas ações incitando medidas drásticas, hoje, jornalistas como Wellington Macedo, preso, injustiçado, deprimido e em greve de fome há 19 dias, pode virar uma vítima fatal das manifestações ordeiras, pacíficas, protegidas pela Constituição Federal.


1 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.