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Fortaleza vira palco de atrocidades e autoridades são desafiadas

Fortaleza, Capital do Ceará, conhecida pelo povo hospitaleiro, praias belíssimas, boa comida e muito sol, vem tendo sua imagem comprometida no Brasil e no exterior.

Os crimes de mortes se avolumam, muitos caracterizados pela barbárie, ousadia e o desafio as autoridades constituídas. Jovens sem esperança e entregues nas mãos do crime organizado viram números em gélidas estatísticas.

Casas do Povo, como Assembléia Legislativa e Câmara Municipal raramente se dispõe a debater o assunto e cobrar soluções e responsabilidades. Vozes, pouquíssimas, da oposição ao grupo dominante há anos no Ceará, são rapidamente abafadas pelo raso discurso de “politicagem”. O debate sério simplesmente não é aceito.

Vimos nos últimos anos a derrocada de projetos que buscavam a inovação, mas, sem planejamento técnico, estrutura adequada, persistência e com interferência política, tomaram o mesmo destino de muitos outros, o esquecimento.

O que antes era desmentido e ridicularizado – a presença de facções – ganhou corpo pela incompetência, omissão ou conivência de muitos, enquanto tratavam de suprimir aqueles que nas instituições de segurança pública davam o alerta, pois, não era conveniente do ponto de vista político.

Geração perdida, comunidades sitiadas, moradores expulsos de suas casas, policiais escoltados por colegas para deixarem suas moradias a mando do crime é o quadro resultante de domínio das facções que impuseram o reino do terror.

Recentemente duas garotas irmãs foram filmadas sendo executadas, e novamente agora duas jovens apanham e depois seus corpos aparecem jogados. A SSPDS resume a resposta em repetido “delegacia tal irá apurar, a perícia forense foi ao local” e publicar números telefônicos para uma população acuada e com medo, denunciar.

Delegados e comandos da PM estão proibidos de se manifestar, salvo com acompanhamento ou liberados por assessores de imprensa. Implanta-se o modelo rígido da Polícia Federal, como se ambas tivessem as mesmas atribuições e as mesmas cobranças. Perde-se a referência da autoridade para as comunidades.

Para desgosto da população o bandido preso em flagrante ou por mandato de prisão preventiva tem por força de lei garantido a proteção de sua imagem, última barreira que eles temiam. Estupradores, pedófilos, homicidas, enfim, criminosos, viram outros crimes seus irem para a mais absoluta impunidade, pela não divulgação de seus rostos na midia, onde outras vítimas os reconheceriam.

Vivemos tempos estranhos, onde marginais ditam ordens. Não é a toa!

César Wagner Maia Martins – delegado, Ex-superintendente da Polícia Civil do Ceará

5 Comentários

  1. Antônia Rafael Mota

    Tudo dito e bem dito !
    Tempos estranhos,ou,tempos em que tudo pode piorar. Misericórdia! O mal disso tudo é a maneira de como o caos da violência reinante é encarada,ou seja, não existe ação para combatê-la ,nem se quer mitigá-la. O fato é que, a politicagem é mais importante que o cumprimento das leis. Vai ficar pior, pois os bandidos do tráfico são,nesses tempos estranhos,amigos dos políticos bandidos. Tempos estranhos!!!
    Tempos tenebrosos!!!
    E a quem recorrer?

  2. maria de fatima ribeiro

    recorrer somente a deus esse tarda mais nao falha os bandidos e que tem poder mas deixa deus trabalhar não temos mais motivacoes pra votar porque parece que sai um e volta outro pior estamos apavorados com tanta violencia antes das eleicoes Primem mundos e fundos no final ficamos sem direito nem uma moradia

  3. Maria Gorette Vieira de Melo

    Nessa selva…bandidos dão órdens. Em Nova Russas, tem atë advogado que trabalha para invasores de propriedades alheias; Fomos vítimas.

  4. Manoel Perboyre Gomes

    Parabéns ao Delegado César Wagner por expor a realidade sobre a insegurança que reina no estado do Ceará . Saímos para trabalhar e sabemos se voltamos . As facções tomaram conta completamente em praticamente todo o estado . 👏👏👏

  5. Weverson

    Bandido bom, é bandido morto!!!
    Levantemos essa bandeira “Pena de Morte, Já”!!!
    Os idiotas irão falar :”só pobre vai morrer”, eu respondo, “se apenas o pobre for pego em filmagens e testemunhas e seu DNA, na vitima, matando, que seja”, essa narrativa babaca, nos dias de hoje, não cabe mais, com tantas formas e tecnologia para provar o crime!

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