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Venezuela terminará 2021 como o país mais pobre da América Latina

Haiti sempre foi o país mais pobre da América Latina.

Devastado por terremotos e imerso em crises políticas, o país se acostumou com o poder do crime organizado e com o colapso econômico permanente, uma fábrica de refugiados. Mas, quando o ano acabar, o primo mais pobre dos latino-americanos será a Venezuela.

Segundo projeções do FMI, o país de 28 milhões de habitantes, com uma das maiores reservas petrolíferas do mundo, terminará o ano com a menor renda per capita da região: US$ 1.627 – atrás do Haiti, com US$ 1.690. Dez anos atrás, a renda per capita do país era de US$ 12,1 mil. Venezuelanos e analistas econômicos não veem a notícia com surpresa.

Para Erik de Bufalo, professor da Universidade Simón Bolívar, a posição da Venezuela é reflexo da política econômica chavista.

“Para um país que já teve a terceira maior economia da região, essa situação é lamentável. Mas não é uma surpresa, porque o modelo de exploração chavista tem levado a isso”. Em sete anos, o PIB do país caiu 81,8%.

Alan Zamayoa, analista de risco da Control Risks para América Central e Caribe, surpreendeu-se com o fato de o Haiti sair da última posição.

“Aqui no Haiti não tivemos um crescimento econômico significativo em três anos. Antes da pandemia o Haiti já não tinha uma boa performance econômica. Agora, a insegurança também impacta na economia.”

“Devemos avaliar a performance em relação às oportunidades de cada país. A Venezuela é um dos maiores produtores de petróleo, por isso é um desastre muito maior, mesmo que o Haiti seja um pouco mais pobre. A situação econômica e social é tão dramática que se a economia contraiu um pouco mais ou um pouco menos do que o Haiti, continua sendo um ponto muito fora da curva”, afirma o economista chefe para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos.

Colapso

Para quem vive na Venezuela, o cotidiano evidencia o que o FMI escancara em números. De acordo com um estudo recente elaborado por universidades venezuelanas, 76,6% da população vive com menos de US$ 1,2 dólar ao dia e 8 milhões de pessoas estão desempregadas.

Época Economia

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