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Quixadá: Após atuação do MPCE, Tribunal do Júri sentencia réu a 123 anos de prisão por assassinato de policiais militares

Após atuação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), o Conselho de Sentença do Tribunal da 3ª Vara do Júri de Fortaleza sentenciou José Massiano Ribeiro à pena de 123 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato de três policiais militares no dia 30 de junho de 2016, no acesso ao distrito de Juatama, em Quixadá, além de outros crimes relacionados. O réu foi sentenciado por três homicídios consumados qualificados, quatro tentativas de homicídio qualificado, lesão corporal, dois sequestros, três roubos, três adulterações de placas de veículos e organização criminosa armada. A tese do MPCE foi defendida pelo promotor de Justiça André Clark, em sessão realizada na última sexta-feira (17/12), e a denúncia foi oferecida por membros atuantes nas Promotorias de Justiça de Quixadá e no Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). Outras dez pessoas envolvidas no caso e denunciadas pelo Ministério Público aguardam julgamento.

Segundo o promotor de Justiça André Clark, o réu era acusado de integrar uma organização criminosa de roubos a agências bancárias e a carros-forte no Sertão Central do Ceará. No dia 30 de junho de 2016, na estrada de acesso ao distrito de Juatama, em Quixadá, parte dos investigados foi parada casualmente por uma equipe da Polícia Militar do Estado do Ceará (PMCE). Eles decidiram disparar contra os policiais em serviço e houve tiroteio que deixou inoperantes a viatura e o primeiro carro dos denunciados. Em seguida, eles fugiram no veículo dos comparsas e acabaram colidindo com outra viatura. Então, começaram a disparar rajadas de fuzis, ocasionando a morte de três policiais militares em serviço e a lesão de um quarto agente. Além disso, dois policiais sobreviventes foram levados como reféns. Alguns quilômetros depois, roubaram outro carro para a fuga e, posteriormente, roubaram mais dois veículos, mudando de transporte até chegar a um esconderijo, na zona rural de um município vizinho.

José Massiano Ribeiro permaneceu foragido da data do crime até 27 de maio de 2019, quando foi capturado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) no município de Bom Jesus, no estado do Piauí, em parceria com a Polícia Civil daquele Estado. De acordo com o promotor de Justiça André Clark, ficou comprovado que José Massiano Ribeiro providenciou o local de preparação dos crimes, onde as armas foram carregadas, onde um dos carros foi preparado com uma chapa de aço para blindagem e onde os denunciados se abrigaram antes e depois do crime.

“O réu Massiano tomou parte ativa em uma ação coordenada entre múltiplos criminosos, que agiram com unidade de desígnios para praticar roubos e vencer, pela força das armas e uso efetivo de violência, qualquer resistência que pudesse haver à ação do grupo. Para isso, utilizaram fuzis e outras armas de fogo, coletes balísticos, farta munição, inseriram uma chapa de aço no veículo usado para lhes permitir enfrentar as forças de segurança do Estado, além de vários pregos próprios para furar pneus de veículos. Temos, portanto, uma ação do ‘novo cangaço’ que foi frustrada de forma casual pela PMCE, enquanto buscavam ocupantes de outro veículo, possivelmente sem relação com os acusados. Assim, o réu foi condenado por todos os crimes denunciados, com todas as qualificadoras e majorantes cabíveis. Meus sinceros sentimentos às famílias das vítimas, em especial do sargento Francisco Guanabara Filho, Antônio Lopes Miranda Filho e Antônio Joel de Oliveira Pinto que, assim como seus colegas de farda, enfrentaram corajosamente criminosos com armamento de guerra, tendo infelizmente sido mortos no cumprimento do dever”, declara o promotor André Clark.

Ascom/MPCE

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