O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), prefere esperar o fim do impasse entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde sobre a vacinação infantil contra a COVID-19. A agência já deu aval à aplicação de imunizantes da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos, Marcelo Queiroga, Ministro da Saúde, porém, têm afirmado não querer “pressa”. Nesta segunda-feira (20), em entrevista ao Jorna Estado de Minas, Zema afirmou que, se preciso for, comprará doses para os pequenos, mas afirmou que a situação, “sob controle”, permite cautela.

“Não custa nada (esperar o fim do imbróglio). A situação, neste momento, está sob controle. As crianças têm imunização natural. Seria quase que um reforço. Não vamos tomar nenhuma decisão precipitada. Vamos aguardar para fazer a coisa com critério”, disse.

A Anvisa autorizou a injeção de doses do composto produzido pela Pfizer. Na semana passada, Bolsonaro garantiu que pediria, à agência reguladora, a lista de técnicos responsáveis por autorizar o uso da vacina. O pedido foi endossado por Queiroga.

“Temos acompanhado todos os estudos feitos no mundo a respeito da utilidade – ou não – da vacina no público infantil. Se ficar realmente provado que é um procedimento adequado, que vai salvar vidas, vamos fazer. Se ficar provado que é algo que coloca a criança em risco, não vamos, de forma alguma, conduzir dessa maneira. Se necessário, o estado vai comprar as doses, sim. Estamos acompanhando, mas vamos fazer tudo com o maior critério e o maior cuidado. Não queremos colocar ninguém em risco.”

Ontem, no Guarujá, em São Paulo, Bolsonaro falou contra a Anvisa: “Criança é coisa muito séria. Não se sabe os possíveis efeitos adversos futuros. É inacreditável, desculpa aqui, o que a Anvisa fez. Inacreditável.”

Jornal Minas

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here