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CADE instaura investigações para apurar aumentos sucessivos de preços nos combustíveis

Na última quinta-feira, 13, foram instaurados pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) dois inquéritos administrativos que vai investigar se houve abuso por parte da Petrobras nos reiterados aumentos de preços dos combustíveis. Isso porque a Petrobras usa de uma posição dominante (monopólio) no mercado petrolífero brasileiro.

Ainda nesta segunda-feira, 17, a expectativa era que a estatal fosse notificada dessas investigações, desses dois inquéritos administrativos que foram abertos pelo CAD.

A base para a deflagração dessas investigações realizadas pelo órgão, segundo o presidente do CADE, Alexandre Cordeiro, são as últimas notícias públicas da companhia que dão conta desses sucessivos aumentos onde são adotados justamente todos os diferenciais nos preços que são colocados para as distribuidoras e depois para os consumidores.

O presidente Jair Bolsonaro, inclusive, nesta segunda-feira, voltou a falar que ele não tem culpa pelo aumento do preço dos combustíveis e atribuiu em uma entrevista na rádio Viva FM do Espírito Santo, a roubalheira que ocorreu no passado.

Bolsonaro falou que “no passado a Petrobras pagou 100 bilhões de reais, que são oriundo de dívidas contraídas com obras que não foram realizadas, com roubalheiras dentro da Petrobras. Só um delator da Petrobras devolveu 100 milhões. Ou seja, uma empresa que foi assaltada, pagando 100 bilhões de dívida, ou seja, quem paga é você que bota combustível no seu carro. E falta pagar lucros de 20 anos, mais 60 bilhões de reais. Petrobras volta a estaca zero. Ela pode sim trabalhar melhor e investir melhor e ter um produto mais barato nas refinarias. Agora, a gente vai entregar esse governo, essa Petrobras se aliando pra quem a roubou no passado voltar a roubar no futuro?. A decisão está na mão da população brasileira”.

Caso seja comprovada alguma irregularidade, a Petrobras pode ser punida, inclusive, é passível de pagamento de multa. A questão é que o CADE não tem poder pra impedir reajuste no preço dos combustíveis.

Porém, o órgão crê que com esses inquéritos pode fazer com que a Petrobras mude de postura diante da sua própria política para majorar os preços dos combustíveis.

Com informações Jovem Pan

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