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O estudo definitivo sobre a inutilidade do “lockdown”

Desde o início da tragédia mundial da Covid, ficou claro para quem tentava pensar com objetividade, coerência e isenção política que o “lockdown”, como se passou a chamar as medidas de fechamento maciço da atividade social, era a arma errada para combater a pandemia. Não só errada: era a mais errada de todas as possíveis.

Rapidamente, a paralisia total revelou-se o que realmente foi: uma reação de pânico e de ignorância das autoridades públicas, turbinada, também desde o começo, por uma vasta lavagem cerebral de ordem ideológica.

O “lockdown”, na tábua de mandamentos da militância da Covid, era um imperativo para “mudar a sociedade”; deveria ser criada uma “nova normalidade”, caso a humanidade quisesse sobreviver. Quem tentava argumentar, com fatos e realidades, que o fechamento radical não fazia sentido, era amaldiçoado como “negacionista” ou “genocida”.

A Covid passou, depois de deixar mais de 6 milhões de mortos em todo o mundo, cerca de 660 mil no Brasil – é o que dizem os registros de mortes atribuídas ao vírus. Sobrevive em alguns focos de resistência entre os jornalistas, funcionários públicos, etc, etc, etc, mas acabou na vida real – e vai deixando a claro, pouco a pouco, o tamanho da mentira que foi o “lockdown”.

Se ele funcionasse, por que o vírus continuou a se espalhar livremente, durante dois anos, com todas as medidas de repressão à vida em sociedade? Por que as pessoas que obedeciam o “fique em casa” continuaram a pegar Covid?

Agora, num clima mais racional, a ciência de verdade – não o charlatanismo dos ministros do STF, dos governadores e dos prefeitos, que passaram a maior parte dos últimos dois anos brincando de ditador – começa a esclarecer as coisas.

Um estudo de economistas-pesquisadores da Universidade de Chicago publicado pelo National Bureau of Economic Research do governo federal dos Estados Unidos, e citado pelo Wall Street Journal, é o mais recente demonstrativo concreto, com base em números, do desastre universal que foi o “lockdown”.

Tomando como base três critérios – mortes, educação e economia – e computando as cifras de todos os estados americanos, a pesquisa comprova que o fechamento teve efeito próximo ao zero na redução de mortes; ao mesmo tempo, foi devastador nas escolas e na performance econômica.

A pesquisa demonstra que a Flórida, estado que aplicou um mínimo de restrições durante a pandemia – seu governador, Ron de Santis, foi chamado pela mídia, o tempo todo, de “Governador Sentença de Morte” –, teve o mesmo número de mortes, proporcionalmente, que a Califórnia, onde o governo aplicou as medidas de repressão mais agressivas de todo o país.

Mas, entre os 50 estados, a Flórida ficou em terceiro lugar na relação dos que menos perderam em educação; a Califórnia ficou em último. Dos mesmos 50, a Califórnia ficou no 47º lugar entre os que tiveram o pior desempenho econômico; a Flórida ficou entre os melhores, no 13º lugar.

Resumo da ópera: a Flórida registrou um número de mortos equivalente ao da média nacional, mas protegeu muito melhor os seus cidadãos das devastações que a Covid provocou na economia e no desempenho escolar das suas crianças e jovens.

O estudo mostra outras realidades reveladoras. O Havaí, que adotou medidas extremas de “lockdown” – chegou a proibir, pura e simplesmente, o desembarque de qualquer pessoa em seu território –, ficou em primeiro lugar em número de mortos, entre os 50 estados. Na economia foi o pior de todos, com o 50º lugar, e na educação levou o 46º.

Em Nova York, o ex-governador Andrew Cuomo, que renunciou ao cargo em meio a um escândalo, foi um campeão do “fique em casa”. Seu estado teve o 48º lugar entre os 50 em termos de desempenho econômico.

No Brasil, obviamente, não haverá nenhum estudo semelhante. Aqui o STF vai continuar dando 100% de razão a qualquer autoridade que quiser prender a população dentro de casa. A mídia vai continuar considerando como heróis nacionais os governadores que receberam poderes absolutos e exclusivos – ninguém podia interferir nas suas decisões – para tratar de uma epidemia que deixou 660 mil mortos.

As classes intelectuais continuam tratando o “lockdown” como uma causa da esquerda; quem é contra é condenado como sendo “de direita”, bolsonarista e negativista. Vamos continuar, oficialmente, não sabendo nada.

J.R.Guzzo é jornalista. Começou sua carreira como repórter em 1961, na Última Hora de São Paulo, passou cinco anos depois para o Jornal da Tarde e foi um dos integrantes da equipe fundadora da revista Veja, em 1968. Foi correspondente em Paris e Nova York, cobriu a guerra do Vietnã e esteve na visita pioneira do presidente Richard Nixon à China, em 1972. Foi diretor de redação de Veja durante quinze anos, a partir de 1976, período em que a circulação da revista passou de 175.000 exemplares semanais para mais de 900.000. Nos últimos anos trabalhou como colunista em Veja e Exame. 

Gazeta do Povo, 11.04.22

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2 Comentários

  1. Maria da Conceição da Silva.

    Eu achei o Isolamento muito importante sim e funcionou para poucos que ficaram vivos ainda .mas não acabou ainda não perdi 2 sobrinhos e vários amigos e amigas para a Covid…E temos que continuar nos protegendo…Porque esse vírus e traiçoeiro poucos tem a sorte de escapacar quando contraem o vírus.
    Aproveitando a oportunidade o que mais cresceu foi os roubos…
    Esse Créditos Consignados.
    Fizeram um crédito consignado fraudulento no meu nome que eu tô passando até fome falta dos meus remédios. Foi o BANCO PAN banco que eu nunca ouvi falar estou com audiência marcada presencial para o dia 02 de maio 2022 as 11:30 hs. No Procon da Rua Major Facundo. 386.Fortaleza -Ceará.
    Peço que as autoridades competentes prendam esse ladrões Fraudulentos e faça eles devolverem o meu dinheiro do meu Benefício que tanto trabalhei e me aposentei por Invalidez Permanente.
    O Inss da Rua Pedro Perreira 383.centro de Fortaleza Ceará compactoa junto com esse BANCO PAN.eu DESCONHEÇO ESSE EMPRÉSTIMO SEI QUE EU ESTOU SENDO ROUBADA DESDE 26 DE NOVEMBRO DE 2021.PEÇO QUE AS AUTORIDADES COMPETENTES ME AJUDEM A RECUPERAR O QUE É MEU DE DIREITO DE VOLTA PARA MIM.DO FÉ E CONFIO QUE VAI DA CERTO.EU AINDA ACREDITO NA JUSTIÇA DA TERRA .PRIMEIRO A JUSTIÇA DE DEUS DEPOIS A DA TERRA.

  2. Rafael

    “Um estudo de economistas-pesquisadores da Universidade de Chicago publicado pelo National Bureau of Economic Research do governo federal dos Estados Unidos, e citado pelo Wall Street Journal, é o mais recente demonstrativo concreto, com base em números, do desastre universal que foi o “lockdown”.”

    Não custava ter colocado a fonte dessa pesquisa para facilitar, né? Não se consegue fácil achar o estudo. Se colocar o termo “lockdown” vem muita coisa e no campo autores são pessoas, aí tem que se saber quais pessoas escreveram, não se consegue colocar apenas “Chicago”

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