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Pesquisa revela a expectativa dos economistas para o segundo bimestre do ano

A pesquisa Índice de Expectativas dos Especialistas em Economia (IEE) do segundo bimestre de 2022 (Mar/Abr), revela, na sua 48ª edição, que o número de variáveis analisadas com pessimismo foi superior ao da pesquisa anterior, sete. Os índices de percepção geral (71,9 pontos) e de percepção presente (66,6 pontos) apresentaram pequena redução no pessimismo, enquanto o índice de percepção futura (77,2 pontos) apresentou aumento no pessimismo. A pesquisa é realizada em parceria entre a Fecomércio-CE e o Conselho Regional de Economia (Corecon-Ce).

O número de variáveis percebidas com pessimismo aumentou, totalizando sete: oferta de crédito (97,1 pontos); taxa de câmbio (89,1 pontos); cenário internacional (66,8 pontos); gastos públicos (44,5 pontos); taxa de inflação (43,7 pontos); salários reais (40,8 pontos) e taxa de juros (31,1 pontos). Segundo o estudo, os índices refletem as dificuldades e os desafios econômicos do país.

A pesquisa pontua de zero a 200 pontos as variáveis analisadas. Abaixo de 100 pontos configura-se uma situação de pessimismo e acima desse valor, otimismo. O número de variáveis analisadas com otimismo foi menor que o da pesquisa anterior, apenas duas: evolução do PIB (123,9 pontos) e nível de emprego (110,1 pontos).

Conforme a metodologia, cada uma das variáveis analisadas gera três índices: de percepção presente, futura e de expectativa geral. Considerando a soma das variáveis, o índice de percepção geral passou de 71,4 pontos para 71,9 pontos, uma redução de 0,7% no pessimismo em relação à pesquisa anterior.

Sobre o comportamento futuro das variáveis, a pesquisa revela um aumento no pessimismo com a pontuação passando de 79,7 pontos para 77,2 pontos. Ademais, vale salientar que a percepção sobre o desempenho presente apresentou redução de 5,4% no pessimismo, atingindo 66,6 pontos.

Cabe destacar que as expectativas movem os agentes econômicos impactando, positivamente ou negativamente, o comportamento das diversas variáveis econômicas como consumo, investimento, poupança, taxa de juros, dentre outras. Ao mesmo tempo, a performance, positiva ou negativa das variáveis, índices e indicadores econômicos interfere na percepção dos diversos agentes econômicos. Assim, as expectativas são a um só tempo causa e consequência do comportamento econômico.

A pesquisa, de periodicidade bimestral, colheu no período março-abril as expectativas de 132 especialistas em economia. A amostra reúne profissionais dos mais diversos setores da economia cearense: indústria, agricultura, setor público, mercado financeiro, comércio e serviços. Economistas, empresários, consultores, executivos de finanças, professores universitários, pesquisadores, analistas e dirigentes de entidades diversas contribuíram com suas percepções.

Fonte: Ascom/Fecomércio-CE

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