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Os policiais são bandidos?

Barros Alves, jornalista e poeta

A indagação que faço no título em epígrafe, parece deixar de sê-lo para se tornar uma afirmação quando vemos o ordenamento jurídico brasileiro em relação ao trabalho que diariamente é realizado pelas polícias federal e estaduais nos quadrantes do nosso País.

Casos como o que ocorreu ontem (18/05/2022) em Fortaleza, quando um indivíduo entrou em luta corporal com dois policiais da Polícia Rodoviária Federal, matando-os, é não apenas sintomático, mas a constatação de que a legislação brasileira facilita o crime e manieta as forças policiais, impedindo-as de realizarem plenamente seu trabalho de zelar pela segurança do cidadão.

Os policiais não adotaram a linguagem que o bandido compreende, porque sabem de antemão que serão tratados como assassinos pela lei brasileira. Pagaram com a própria vida o atendimento ao discurso distorcido de direitos humanos, que lhes incutiram na cabeça, erradamente, desde os bancos da Academia Militar. A única linguagem que o bandido compreende é a da bala. Fora isto é conversa fiada de esquerdista militante a serviço do crime. Já houve casos em que bandidos – pasmem todos! – respondem a vários processos criminais. Porém, perambulam lépido e fagueiro pelas ruas das cidades. Certamente no afã de cometerem outros crimes.

Felizmente para a sociedade, que dolorosamente chora a perda de dois dos seus defensores, o elemento foi abatido por policiais de folga que passavam no local. O certo é que , cânceres sociais que adoentam a nossa sociedade e que o Poder Judiciário, arrimado numa legislação absurda que distorce valores éticos e morais, põe na rua depois de uma audiência de custódia, devem ser extirpados. Cânceres que a propaganda esquerdista insiste em conceituar como vítimas da sociedade.

Como pode indivíduos que respondem a processos criminais, continuarem vagueando pelas ruas de uma metrópole como Fortaleza?  Essa constatação constitui um acinte à sociedade e a cada cidadão em particular, que trabalha e paga rigorosamente seus impostos na esperança de que o Estado proveja a segurança pública e não que seja leniente e acovardado diante do crime.

No caso brasileiro, mercê de leis feitas sob o pálio de um demagógico discurso ideológico de defesa de direitos humanos, o que temos visto é a ação ousada de grupos criminosos, facções de marginais violentos, indivíduos psicopatas se valerem dessa legislação frouxa para praticar crimes de toda a natureza.

Objetivamente, – não sejamos ingênuos! -, a legislação penal editada após a Carta Constitucional de 1988, vem sendo elaborada com o fito de estabelecer um garantismo descabido e imoral, o qual resulta na perene impunidade de perigosos bandidos, em detrimento das forças policiais, estas a cada dia mais manietadas, castradas por leis esdrúxulas. Nossos policiais, ao tempo em que sofrem acusações mentirosas de serem  violentos, se submetem a julgamentos injustos diante, muitas vezes, de magistrados inconsequentes, também eles esquerdamente ideologizados; são agredidos, menosprezados e vilipendiados em fóruns de discussão e parlamentos, por personalidades que não passam de cúmplices dos crimes cometidos pelos bandidos que roubam, estupram e matam com a maior desfaçatez, porque têm certeza da impunidade.

A quem interessa desarmar o cidadão e deixar que o bandido, que não compra nem legaliza armas, perambule pelas ruas da cidade? Quem é violenta nesta história, a autoridade que defende que o cidadão, dentro de rigorosos parâmetros legais, porte e/ou conduza sua arma para o sagrado direito de legítima defesa? Ou aquela outra autoridade que se arvorando em santarrão defende a leniência, a complacência, a frouxidão irresponsável e contraproducente, atitudes benéficas somente para os criminosos, que perambulam por aí armados até os dentes?.

O Brasil, desde a reabertura democrática entrou num processo de depauperamento moral nunca dantes visto na história pátria. Os valores cristãos que naturalmente deram sustentação à formação de nossa sociedade, ainda que de forma periclitante, esgarçam-se cada vez mais a olhos vistos, mercê de políticas públicas que visam claramente a desconstrução do edifício até aqui construído com o trabalho e o suor da maioria dos brasileiros. O Parlamento está infectado de parasitas que só pensam em sugar a máquina do Estado. O Judiciário mergulhou como uma lesma no lamaçal da politiquice, que rima muito bem com canalhice. O Executivo patina subordinado a um discurso dos liberticidas, em vez de adotar posições duras para a solução dos problemas institucionais que desviam a nação dos caminhos democráticos. O povo, à mercê da canalha, assiste a tudo bestializado, à semelhança do que disse o jornalista Aristides Lobo, primeiro ministro da Justiça do primeiro governo republicano, em relação ao regime implantado no Brasil pelo desatino de alguns militares, sem que houvesse a reação justa e necessária de um imperador que filosofava em vez de fazer uso dos seus poderes constitucionais.  O Brasil carece urgentemente de mudar de rumo sob pena de se transformar numa Venezuela ou numa Cuba continental. Aí, será tarde e Inês estará morta.

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2 Comentários

  1. SHEYLA DE AZEVEDO MACHADO.

    Parabéns Barros Alves pelo correto .Estou indignada pois as leis são pra atar os pés e as mãos da policia lamentavelme como você comentou a distorção das leis que protegem bandidos .E os policiais ficam sem condições de d fazer cumprirem suas tarefas .Aqui reina a bandidagem no nosso estado. E de dar dó aos cidadãos de bem que todos os dias morrem por que além de tomarem os celulares e pertences das vítimas ainda matam.E por aí vai .

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