*Denísio Pinheiro

O desenvolvimento do Ceará nos últimos 35 anos tem na Ciência e Tecnologia um componente fundamental. O Estado, que na década dos anos 80 convivia com uma enorme crise social e econômica, passou por uma reconhecida transformação em todos os campos. O progresso científico e tecnológico, estratégico para os cearenses, resulta de um projeto de estado iniciado em 1995.

Há exatos 27 anos tive a oportunidade de participar, no segundo governo Tasso Jereissati, de um ousado plano de desenvolvimento. Naquele período, o desafio era evoluir de um Estado desorganizado e dependente para um Estado moderno e sustentável, com projetos estruturantes.

Com esse objetivo, sob a liderança do então secretário da Ciência e Tecnologia, Ariosto Holanda, foram implantados os Centecs e os CVTs, equipamentos voltados para qualificação de recursos humanos em educação profissional básica, formação de técnicos e tecnólogos de nível superior, e oferta de cursos. Assim conseguimos avançar em novas tecnologias da informação, consolidar polos de educação superior e tecnológico, desenvolver uma rede de incubadoras, criar fundos setoriais e implantar as infovias.

Como legado desse projeto iniciado em 1995, junto aos atuais 33 CVTs, três CVtecs, duas Fatecs e o Centro de Formação de Instrutores(CFI), temos hoje uma ampla plataforma de educação congregando a formação superior, escolas profissionalizantes, escolas de negócios, Rede do Sistema S e laboratórios de pesquisa.

Agora, para enfrentar novos desafios, precisamos também de políticas direcionadas aos micro e pequenos empresários, geradores de emprego e renda. É essencial um fluxo duradouro de recursos, melhoria da cultura de inovação e redução da burocracia para o acesso a financiamentos. Também é necessário incentivar mais o empreendedorismo dos alunos e uma maior aproximação da Universidade com a iniciativa privada.

Tudo isso será possível com estímulo ao ensino técnico profissionalizante, com novos produtos, serviços e processos que adotem a inovação como modo de vida corporativo. Um estudo da Fundação Roberto Marinho aponta que 81,7% dos jovens com ensino técnico estão empregados e que 42% das empresas dizem que esses jovens crescem na carreira. Ou seja, o ensino técnico profissionalizante é comprovadamente um gerador de oportunidades para os jovens no mercado de trabalho em nosso país, em especial no Ceará. 

Para isso, além de uma gestão eficiente no Executivo, é importante um Legislativo renovado e atento, com parlamentares que possam unir experiência e sensibilidade para aprovar, corrigir e aperfeiçoar iniciativas que promovam o desenvolvimento econômico com justiça.

*Denísio Pinheiro é jornalista e advogado.

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