Menu fechado

CPI apontou fraudes em pesquisas eleitorais

O resultado, de acordo com o documento, foi de que uma porcentagem significativa dos pesquisados não existia, ou não era conhecido por quem atendeu à ligação

Apesar de sistematicamente contestadas por jornalistas, advogados e a própria sociedade brasileira, por graves erros que comprometem diretamente os pleitos eleitorais, as pesquisas ainda são alvos raros de  ações dos parlamentos e do ministério público no sentido de ir a fundo na dinâmica da coleta de dados junto aos eleitores.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que deveria fiscalizar por dentro essas pesquisas, com um setor de auditoria especializada com estatísticos, advogados e outros profissionais especializados, simplesmente exige o registro, e portanto, publicamente é como se chancelasse e agregasse credibilidade àqueles que as fazem.

Outra forma, por vezes nebulosas, são os financiamentos das pesquisas, onde segundo o que circula, algumas institutos seriam pagos por tabela, onde o interessado pagaria um terceiro, camufladamente, e este apareceria como contratante.

Em 2012 um desses momentos de despreendimento e defesa de pleitos eleitorais transparentes apareceu.

Vamos a reportagem da GAZETA DO POVO A ÉPOCA:

O relatório final da CPI do Ibope, que investigou suspeita de fraudes em pesquisas eleitorais no primeiro turno das eleições municipais do ano passado, foi aprovado em primeira votação na Assembleia Legislativa. Como resultado, os membros da comissão apontaram que há “fortes indícios de fraude”, porém, só uma investigação mais longa poderia responder se isso realmente ocorreu. A recomendação é de que o documento seja enviado a órgãos policiais e judiciais para que se continue a investigação.

A comissão analisou apenas pesquisas de intenção de voto em Foz do Iguaçu, realizadas no ano passado pelo Ibope. Coincidentemente, o presidente da CPI era o então deputado Reni Pereira (PSB), que foi eleito prefeito em Foz apesar de as pesquisas indicarem, na época, queda nas intenções de voto para ele. Depois de assumir o mandato, a presidência da CPI foi passada para o deputado Rasca Rodrigues (PV).

De acordo com o relatório da CPI, o trabalho consistiu em ligar para todos os entrevistados nas pesquisas em questão. E o resultado, de acordo com o documento, foi de que uma porcentagem significativa dos pesquisados não existia, ou não era conhecido por quem atendeu à ligação.

Na primeira pesquisa, divulgada em 31 de agosto do ano passado, a equipe da CPI constatou que 15% dos telefones não existiam e, em 5% dos casos, foi apontado que a pessoa responsável não existia naquele número. Outros 21,3% dos telefones consultados estavam indisponíveis.

Na segunda pesquisa, divulgada em 27 de setembro do ano passado, 11,4% dos números não existiam e em 7,7% das ligações não foi encontrada a pessoa que havia respondido a pesquisa. Além disso, 25,4% dos telefones estavam indisponíveis.

Por fim, os membros da CPI julgaram que a terceira pesquisa, de 6 de outubro, também possui “fortes indícios de fraude”, com porcentagens de telefones inexistentes ou pesquisados desaparecidos semelhantes às outras duas pesquisas.

CÁ PRA NÓS: Se realmente a velha mídia quisesse colaborar com a transparência das eleições deveria provocar o debate acerca do tema e de aperfeiçoamento das urnas eletrônicas, e não robustecer o discurso oficial de alguns que em nome da democracia, agem visando a censura. O livro Pesquisas Eleitorais e a Impressão do Voto do jurista Djalma Pinto (Amazon) é leitura obrigatória para quem deseja uma visão profunda dos temas.

smp.news “SOMENTE A VERDADE INTERESSA” – Compartilhe, fortaleça a mídia independente

Canal de Ouvidoria: 85 99761.0860 zap

Achou importante? seja nosso parceiro, Considere fazer uma doação, com qualquer valor, para manutenção e aprimoramento do blog e do programa SEM MEIAS MEIAS na rádio cidade 860 am seg-sex 11hs às 12hs. Independência é a arma de uma imprensa fiscalizadora, seu apoio é fundamental (PIX PARA DOAÇÃO: 85 99926.59.58)

2 Comentários

  1. Francisco Chaves

    Que existe fraude em pesquisas minha bisavó já sabia, o grande problema é que apenas saber disso que é uma realidade não basta, tem que ser dado um basta nessa farra acabando com os famigerados institutos de pesquisas e colocando alguns na CADEIA.

  2. Almir Rodrigues de Araujo

    Isso não é novidade, o próprio Ciro Gomes falou que o dono de um Instituto de Pesquisa vende até a mãe pra mascarar uma pesquisa e isso está acontecendo sim pra facilitar as coisas no final

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.