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MPF quer apuração de suposto vazamento de mandado de busca contra Milton Ribeiro por Bolsonaro

Em uma conversa telefônica com a filha no dia 9 de junho, interceptada pela Polícia Federal, o ex-ministro do MEC, Milton Ribeiro, narra um diálogo com o presidente Bolsonaro onde ele teria dito que “teve um pressentimento que podem querer atingi-lo através de mim, sabe? É que eu tenho mandado versículos pra ele, né?”, disse o aliado do presidente, segundo gravação obtida pelo G1. A filha indaga: “Ele quer que você pare de mandar mensagens?”, tendo respondido o ex-ministro: “Não! Não é isso… ele acha que vão fazer uma busca e apreensão… em casa… sabe… é… é muito triste. Bom! Isso pode acontecer, né? Se houver indícios, né”, destacou.

Em movimento paralelo o delegado da Polícia Federal, Bruno Calandrini, presidente das investigações, reclamou em um grupo de aplicativo de mensagens com colegas que houve interferência por parte do chefe do executivo, para que Milton tivesse tratamento diferenciado pela corporação, ao não ser levado de imediato para Brasília, já que fora preso em Santos (SP). https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2022/06/5017445-policia-federal-investiga-suposta-interferencia-em-operacao-no-mec.html

Em documento desta sexta-feira, 24, o MPF assim se manifestou e aponta que o material deve ser enviado ao STF:

“O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (MPF), por meio do presente membro designado para a realização da audiência de custódia, vem apresentar sua ciência sobre a decisão de cancelamento desta, bem como sobre a determinação de soltura dos presos. Outrossim, nesta oportunidade, o MPF vem requerer que o auto circunstanciado nº 2/2022, bem como o arquivo de áudio do investigado Milton Ribeiro que aponta indício de vazamento da operação policial e possível interferência ilícita por parte do Presidente da República Jair Messias Bolsonaro nas investigações”, diz o documento assinado pelo procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes.

redação smp.news

Imagem: Ed Alves/CB/D.A.Press

CÁ PRA NÓS: A conversa com o presidente teria sido antes de 9 de junho, é o que se deduz, a operação da PF ocorreu na última quarta-feira, 22. A ser verdade o diálogo com o ex-ministro, Bolsonaro sabia da operação ou simplesmente diante do cenário conflituoso, deduziu? Se deduziu não existe crime, mas a conversa foi inapropriada.

Relativo ao encaminhamento de Ribeiro imediatamente ao Distritos Federal, havia condições estruturais para cumprimento da decisão judicial? O advogado de defesa havia ingressado com procedimento próprio para que seu cliente pudesse ser ouvido em audiência de custódia por videoconferência. É normal a instituição policial aguardar pela manifestação do judiciário. A defesa após a negativa ingressou com Habeas-corpus para relaxamento da prisão, o que ocorreu no dia seguinte da prisão.

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