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Quem é genocida?

Valmir Pontes Filho

Li a notícia, veiculada por diversos órgãos de imprensa, de que José Serra foi o único senador (com “s” minúsculo mesmo) a votar contra a proposta de Emenda Constitucional a qual, em face da indiscutível situação emergencial em que se vê mergulhado o País, causada esta por fatores muito mais exógenos (guerra, preço do petróleo e do dólar americano) do que internos, visa a conceder, TEMPORARIAMENTE, certos benefícios sociais.

Algo, enfim, precisava ser feito, inclusive com os dividendos extraordinários da Petrobrás.

A “globolixo” chama isto de “medidas eleitoreiras” … mas se fosse um governo de esquerda, estaria a aplaudir. O “nove dedos” quer revogar o teto de gastos de forma PERMANENTE, ou estou enganado?

Peço a Deus que a medida seja rapidamente aprovada na Câmara dos Deputados. E que não venha a “Suprema Magistratura” brasileira(?) a interferir no assunto, como infelizmente se tornou corriqueiro.

A elevação do valor ao Auxílio Brasil e a concessão de “vale-combustível” para condutores de caminhões, taxistas etc se põe, hoje, como urgente e imprescindível. Votar contra isto vem a constituir atitude que beira a ignomínia!

Mas não me surpreende, todavia, a postura de José Serra: anos atrás, ao ser convidado (pelo Prof. Michel Temer) para ser palestrante em evento patrocinado pela Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (cujo “Centro de Estudos” era maravilhoso, tendo servido de modelo para o da PGE/CE), fui anunciado apenas como “Mestre em Direito Constitucional pela PUC-SP”).

O tema central era “A Ordem Econômica na Nova Constituição”, promulgada fazia pouco tempo (1 ano ou 2, pelo que me lembro).

Eu falaria por último, dada a ordem alfabética. Antes, portanto, em sua peroração, Serra teve o desplante de afirmar, num esplendor de arrogância e sinceridade – ao vivo em cores, com inúmeras testemunhas – que o Nordeste brasileiro era um terrível fator de atraso, carregado apenas pela “locomotiva” paulista (e que fazia o trem ficar muito mais lento). E foi além, esse homem.

Disse ele, em textual, que a única coisa boa que o NE tinha era o mar. Este, portanto, bem poderia, em profilático e gigantesco maremoroto, invadir a região, de modo tal que a praia chegasse (para ficar) na fronteira de Minas Gerais (tentarei recuperar a gravação, se ainda ela ainda existir na PGE/SP). Propôs, assim, um “oceanicídio” (não sei se a palavra existe) regional.

Ao chegar a minha vez e quando me identifiquei como cearense (o que levou o sujeito a empalidecer), disse eu, em resumo, duas coisas: que o “ilustre” palestrante estava a esquecer das grandes riquezas materiais (pois da cultural a ele não importava) do Nordeste e do valor patriótico do seu grandioso povo.

E que, daquele momento em diante, iria pugnar pela independência do Nordeste, com bandeira de renda (verde e amarela) e hino composto por Luís Gonzaga (poderia ser a “Asa Branca”).

Assim, eu, que jamais pensara em ser político (nunca fui (*), não sou e nem penso em ser até os dias atuais, deixo claro), afirmava que gostaria de ser o Presidente ou o Ministro das Relações Exteriores desse novo “país nordestino”, para praticar um único ato: o de negar visto de entrada a uma criatura tão indigna quanto ele.

Fui aplaudido pelos paulistas e paulistanos (há uma diferença, como sabem) presentes, para desgosto do dito senador e orgulho (bom) de um autêntico “cabra da peste”.

(*) Em certo momento quase que ia, já que convidado pelo querido e saudoso Dr. Juraci Magalhães, para ser candidato a Prefeito, sucedendo-o (não havia reeleição à época). Dado o seu elevado índice de aprovação, elegeria até um “poste” como eu. Hoje é dia relembrar coisas, risos.

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