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Bem que eu tentei

Valmir Pontes Filho

Nunca fique implorando por aquilo que você tem o poder de obter (Miguel de Cervantes).

Bem que eu tentei, mas é impossível não pensar no que ocorreu na tarde de sábado, 16.07, em Fortaleza.

Milhares de pessoas comuns, de todas as camadas sociais, foram às ruas para receber Bolsonaro de modo entusiástico, anchos de patriotismo e emoção. E a vestirem as cores do Brasil e portarem a Bandeira Nacional, que, não faz tanto tempo, só era usada nos períodos de Copa do Mundo. Eu, todavia, sempre a exibia no carro no dia 7 de setembro. Mas, doravante, a usarei mais, até na lapela (broche) e na varanda de casa (bandeira de pano), pois sou brasileiro e amante do meu País (os norte-americanos não usam a sua bandeira a fartar, em todo canto e hora?).

Uma fila ciclópica de motocicletas e veículos saiu do velho aeroporto até o espaço em frente do Ideal Clube, onde uma multidão aplaudiu o Presidente, cantou, rezou e bradou o lema “SUPREMO É O POVO”. O STF, citado, recebeu vaia sonora. Recado dado, pois.

Em que lugar do mundo esse povo-poder sai à praça pública para demonstrar apoio ao seu governo, senão aqui? É inconteste, este fato. Na Europa pululam os protestos, nos EUA o inconformismo campeia. Aqui as pessoas – idosas, jovens, crianças – deixam irrevogavelmente claro desejarem a continuidade de um governo que, a desdúvidas, promove o desenvolvimento do País e o resgate das maiores carências da população historicamente desassistida.

Nunca, em nossa história, um Presidente foi tão combatido, agredido (até mesmo com uma facada), achincalhado, ofendido ou alvo de tantas “denúncias”. Hoje, o “crime” dele é “ofender as instituições”, o Judiciário e a “lisura do processo eleitoral”, esta por si e em si mesma intocável e irreprochável, quando de seu encontro com embaixadores.

Ora, alguém se lembra que Ministros do STF/TSE foram “conversar”, fora (ou dentro) de nossas fronteiras, com representantes de outros países sobre esse tema (eleições), quando é certo que a competência PRIVATIVA “manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos” É DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA? Ele deveria restar silente, omisso, diante de tudo isto? Claro que não.

Acusam-no de ser “belicoso” e “nazista”. Um letrado interlocutor meu, a chamar-me de “bolsominion” (não sei se palavra existe), chegou a afirmar, dentre outras coisas, “ que a estratégia que Bolsonaro usa no Brasil é a mesma que Hitler utilizava na Alemanha nazista… plantava mentiras na sociedade, criava monstros. Por exemplo, plantou a mentira de que o partido comunista alemão era um grande perigo para os alemães. Plantava ódio e divisão na sociedade ,tal qual faz Bolsonaro… outra estratégia utilizada por Hitler foi desacreditar todo o sistema da época o qual afirmava estar corrompido, bagunçado e que precisaria ser substituído, ou seja , Hitler desacreditava todas as instituições… ele tinha por objetivo enfraquecer a democracia alemã e, assim , ter justificativa para implantar a ditadura terrorista nazista… a exemplo de Hitler, Bolsonaro conseguiu arrebanhar uma massa fanática de seguidores que acreditam que o Brasil pode se tornar comunista”.

Fiquei pasmo!

Não é Bolsonaro – mas o seu principal opositor – que anda com fuzis à sua frente, quando se atreve (raramente) a sair às ruas. É exatamente este último que sustenta a abolição de valores morais de proteção da família, o descriminalização do aborto e das drogas (Hitler mandava matar crianças com defeitos congênitos e era, ele próprio, um viciado), nem tem como auxiliares diretos no caminho do crime pessoas como José Dirceu (“não importa vencer eleições, mas tomar o poder”) e Gedel Vieira Lima, que preso com milhões em dinheiro vivo, foi agora nomeado Secretário de Administração Penitenciária do Piauí (acho)… o lugar está certo, não o “cargo”!

Bolsonaro não prega a “regulação” da mídia: vejam a recentíssima decisão do Ministro Alexandre, a vedar, num claro ato absolutista de censura prévia, que se diga (mesmo em redes sociais) que o PT teria ligações com o PCC. Sustenta ele, ao reverso, a LIBERDADE de pensamento e expressão dos que o criticam de forma azeda e injusta.

Sou um ser “menor” (“bolsominiun”, é isto?), não duvido. Mas bolsonarista, sim, na concepção de Caio Copolla: “O bolsonarismo nada mais é do que um grupo expressivo de brasileiros cansados… é apoiar as próximas gerações”! Não existe o perigo de um regime comunista aqui? Vejam os exemplos da Argentina, Peru, Chile, Uruguai, Colômbia e Venezuela… todos em “ótimas” condições, não é?

Para manter essa discussão, mantida em clima de integral respeito pelo pensar alheio, tenho a oferecer os seguintes dados:

  1. o atual Governo não “perseguiu” ninguém; ao reverso, baixou a carga tributária (até zerando tributos federais) e, como salientado, sustentou a plena liberdade de imprensa e da manifestação do pensamento;
  2. com os recursos públicos destinados a obras de infraestrutura, como a da transposição do “São Francisco” (só agora concluída), perfazendo um total de R$ 5,5 bilhões apenas nesse setor, sem falar na ampliação do “Auxílio Brasil”, compra de vacinas para todos os Estados e Municípios as aplicarem e o combate responsável à inflação (sem comprometer o abastecimento/segurança alimentar – v. o que está a ocorrer na Argentina) o Governo Federal tem demonstrado ao que veio;
  3. a previsão é de baixa da inflação e crescimento do PIB em 2023 para 1.75% (segundo o “Boletim Focus”, do Banco Central, órgão independente); as vendas nos “shoppings” cresceram, em maio, 24%; tudo “culpa” do Bolsonaro, pois;
  4. a equipe do Ministro Guedes (da Economia) instituiu uma política aberta, de incentivo à livre iniciativa, sendo de lembrar que eminentes membros desse “time” restaram deslocados para outros nevrálgicos setores, como o Ministério da Infra Estrutura (Marcelo Sampaio), Minas e Energia (Adolfo Sachsida) e Caixa Econômica Federal (Daniella Marques), exatamente por conta de suas integridades e competências técnicas;

Como já disse noutra oportunidade, não se trata de Bolsonaro “preparar um golpe”, mas de se prevenir de um outro, já adrede e ardilosamente preparado. Respeitosamente observo que As Forças Armadas, embora não sejam detentoras de um “poder Constituinte” (TODO PODER EMANA DO POVO), por igual não o detém o TSE (único existente do globo terrestre) que, ao obliterar os adequados e legítimos caminhos constitucionais, não possui a necessária (e científica) capacidade para garantir a “inviolabilidade” das maquinetas de votação (sujeitas a manipulação por programadores mal intencionados).

Quem, afinal, há de garantir (caso não haja a impressão do voto e sua auditabilidade pública), que, por singelo comando no teclado de um computador (próprio do TSE ou terceirizado, não seu), os votos brancos e nulos (por exemplo) não sejam direcionados para certo candidato? Os “hackers” invadiram o sistema desse Tribunal e até o da NASA!

Nas hipóteses – não de todo afastadas, saliente-se – de ranhuras nas garantias dos poderes constitucionais, da lei ou da ordem, as F.F.A.A. possuem, sim, a meu juízo, plena legitimidade para participar do processo de eleições, até para garantir um escrutínio público e auditável, não em “sala reservada”; afinal foram elas convidadas a participar do processo, mas muitas de suas sugestões, feitas com o propósito de aperfeiçoá-lo e torná-lo imune a eventuais fraudes, estão a ser objeto de solene desprezo.

Descartada, se Deus permitir, a rota do nefasto petismo (e diante da clara inviabilidade popular da chamada “terceira via”), resta seguir o democrático caminho da reeleição do Presidente, cuja inegável legitimidade é demonstrada pelo POVO nas praças e ruas do País, não em “pesquisas oficiais” que buscam demonstrar que o Sol não emite luz! Ou provar que existe a “mula sem cabeça”.

E ó que penso, como “indefensável” bolsonarista (se JK fosse vivo, eu seria um “juscelinista”).

Concluo por dizer que sou contrário à denominada “Agenda 2030”, que pugna, dentre outras coisas “estranhas”, pela “internacionalização” da Amazônia brasileira. Muito menos à vermelhidão comunista que se avizinha.

A verdade nos libertará!

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1 Comentário

  1. Ricardo Muniz

    Dr.Valmir Pontes filho,meu apoio incondicional. Fui seu aluno na década de 80 na unifor.Em um primeiro momento,quero lhe dizer que sou seu fã de carteirinha. Sempre o admirei,pela sua conduta ética e moral. Estamos juntos nessa incansável luta bolsonariana.Li seu comentário à respeito do nosso presidente e concordo “IPSIS LITTERIS ” com o nobre colega.Tens minha procuração, para decisões políticas. Forte abraço. RICARDO MUNIZ (ADVOGADO)

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